A Árvore

por Cecília Fogaça

Um aroma doce e suave pairava
No ar quente daquela manhã de janeiro
O dia mal já tinha feliz despontado
E o calor já se fazia total soberano
Pelo perfume adocicado eu me guiava
(lembrei do desenho que o PicaPau, pelo cheiro Flutuava no ar num movimento ondulado, Para chegar ao objetivo sem nenhum engano) Até do outro lado do muro poder encontrar Uma árvore com lindas e brancas florzinhas, Qual esponjas miniaturas, lindas e orvalhadas, Redondinhas, em sua absoluta perfeição!
Lado a lado, as flores irmãs a se abraçar, formando um buquê digno de rainhas.
Suas pétalas pequeninas no ar tão agitadas, pareciam chamar a natureza para admiração.
Fiquei tempo a admirar não só as flores, mas o ramo frágil de folhas tão diminutas. Os lindos buquezinhos que sustentavam Embelezavam a árvore na beira do meu caminho.
Pássaros diversos nos galhos, qual cantores para as árvores vizinhas em sintonias absolutas. Voavam, mas naquela árvore eles não pousavam.
Achei estranho! E dei a atenção maior carinho, me admirei, pois aquele perfume tão enebriante Deveria ser chamariz para toda passarada.
Foi então, que resolvi colher um buquê
Para colocar no retrato do meu André.
Ai! Que dor aguda senti naquele instante!
Pulei de susto e vi que na aguilhoada
Espetara meu dedo, não sabia no quê
E para estancar o sangue, o apertei com fé.
Como nos enganamos com as aparências ...
Uma Florzinha bonita, tenra e tão cheirosa escondendo uma armadilha traiçoeira, pois entre flores e folhinhas, quanto espinho!
Quantas vezes nos deixamos levar por opulências E nos detemos em situações bem dolorosas ...
Olhei mais uma vez a árvore e segui meu caminho.

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