Bancas de Itapê

Início dos anos 60. Minha mãe colocava na minha mão uma nota de cinco cruzeiros (aquela que tinha a Princesa Isabel), enroladinho, e me dizia: "Vá na banca buscar para mim uma Revista do Rádio". Eu ia correndo e todo alegre...não pela revista, mas pelo gibi que eu colecionava e podia comprar com o troco: Os Sobrinhos do Capitão. Adorava as peripécias dos irmãos Hans e Fritz.

DAÍ...
No final da década de 60 minha mãe já comprava as revistas Intervalo, Seleções do Reader's Digest, Capricho, Sedução e Ilusão com suas fotonovelas e fofocas de artistas e cantores... e eu com Mandrake, Fantasma, Flash Gordon, Superman, Zé Carioca, álbuns de figurinhas e, umas pesquisas na revista O Cruzeiro e Manchete e jornal Estadão.

PRESENTE
Quantas histórias como essa, querido leitor, você também viveu junto a uma Banca de Revistas e Jornais como eu vivi e vivo até os dias de hoje? Ela sempre nos traz novidades, informações, conhecimentos e até se torna um ponto de encontro entre amigos para por em dia os fatos, boatos e fofocas. A internet e mudanças nos hábitos de leitura podem roubar clientes dos jornaleiros, mas ainda não se encontrou um substituto para o que só eles oferecem: a conversa!

 

ELAS

As bancas de jornal e revistas, também os jornaleiros, são a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos produtos de jornalismo impresso e editoriais. Nas grandes cidades brasileiras, as bancas são quiosques de venda de publicações periódicas, instaladas em pontos estratégicos como esquinas, praças e avenidas de grande movimento. Jornais e revistas já são vendidos em máquinas automáticas acionadas com moedas, em livrarias, tabacarias, charutarias, bombonières e outras lojas específicas. No Brasil, o Dia do Jornaleiro é instituído no dia 30 de setembro. 

AMBULANTES
Houve um tempo em que alguns guris, colegas de escola, trabalhavam como 'gazeteiros', vendendo exemplares de jornais avulsos na rua. Trabalhavam pelo sistema de consignação, recebendo comissão percentual ao valor de cada jornal ou revista vendido. Hoje não vemos mais essa prática. Em 1954 Jânio Quadros instituiu o ponto das bancas dos jornaleiros. Antes eles vendiam jornais nas esquinas, por isso é comum encontrar bancas próximos a esses pontos estratégicos.


ATUALMENTE
Recentemente, a estratégia de marketing das editoras e jornais tem incluído nas Bancas a comercialização conjunta de produtos de valor agregado e colecionáveis — como CDs e DVDs, jogos de computadores ou até mesmo atlas e enciclopédias encartados em fascículos —, que vêm incluídos no preço da publicação ou que podem ser adquiridos opcionalmente por um custo adicional. Em certos casos, a receita da venda destes produtos não vai para o jornaleiro, e sim para a editora. Também costumam vender outros artigos de pequeno valor não-relacionados a publicações como recarga de celulares, isqueiros, cigarros, adesivos, chaveiros, pilhas...

LEMBRANDO 
Você lembra desses jornais: Tribuna Popular de Itapetinga, Última Hora, Notícias Populares, Diário Popular, Gazeta Esportiva, Folha da Manhã, Diário de S Paulo, O Pasquim, Jornal da Tarde? E dessas revistas: Realidade, O Tico Tico, O Cruzeiro, Manchete, Sedução, Capricho, Intervalo, Play Boy. MAD? E desses gibis: Flash Gordon, Batman, Tin Tin, Ferdinando, Asterix, Tarzan, Fradim, Os Jetsons, Tex, Zorro, Flexa Ligeira, Hulk, Durango Kid, Urtigão, Pato Donald, Tio Patinhas, Pimentinha Bolinha, Luluzinha, Recruta Zero, Monica, Cebolinha? Lembra também da Revista Seleções do Reader's Digest, os bolsilivros de aventuras, romances e ficção? E outras que você também está lembrando agora....

NOSSAS
Vai aqui nossas homenagens a todos os proprietários de Bancas de nossa Terra das Escolas. Nas fotos, podemos vê-las e quantos anos que cada uma está atendendo nossa população. Um 'parabéns especial' para a Banca Avenida que há 82 anos está funcionando, desde sua abertura na Rua Campos Salles até no lugar definitivo na Praça Peixoto Gomide.

Os jornaleiros de Itapetininga são TOP!

©2018 desenvolvido por Gustavo Matheus