Beliscões da Dona Rosa

Modo de Preparo

• 2 xícaras de açúcar
• 200g margarina
• 1 ovo
• Mexer tudo com as mãos, em uma vasilha.
• Acrescentar 1 copo de maisena
• 1 colher de fermento e 1 xícara pequena de leite.
• Mexa tudo até dar o ponto – complete com farinha ou coco ralado.

Hoje, parei para escrever algumas linhas... um pouquinho sobre uma pessoa muito especial.
Uma mulher, como tantas outras existentes aqui, ali, lá e acolá. Uma Rosa, entre tantas Rosas, Marias, Cidas e Anas de uma geração tão forte como as de agora, mas com algumas diferenças.
Nasceu e cresceu em um tempo sem muitas escolas, sem postos de saúde, sem SUS, sem creches, sem mãe, pois, a perdeu aos 5 anos, e também sem pai, por conta de outro rumo tomado por ele, constituindo outra família!
Logo cedo, começou sua jornada solitária, sem ninguém, primeiro como babá, mas pela pouca idade, brincava com as crianças. Depois a vida decidiu por ela, sem saber escrever, apenas sabia ler algumas poucas palavras, aprimoradas com o antigo e esquecido Mobral, ela se afirmou como empregada doméstica; fazia de tudo, mas suas mãos foram abençoadas por Deus para “as panelas”.
Trabalhou com várias famílias aqui e lá, mais lá do que aqui!
Quantas famílias, quantos filhos e filhas passaram pelas suas mãos abençoadas, filhos que muitas vezes, logo que nasciam já eram entregues a ela.
Mas, fez o destino dar-lhe também uma criança! Quantas dificuldades, quanto preconceito, quantas amizades perdidas, quantos sonhos interrompidos. O amor de sua vida? Foi embora para nunca mais voltar mas, como ela sempre diz: “Se agarre em Deus e em Nossa Senhora; Eles na frente e nós atrás!”
Tempos difíceis foram aqueles, morando, vivendo, trabalhando e criando sua filha nas casas onde trabalhava, como dizíamos, “em casas de família”.
Não foi fácil! Muitos olham e pensam que foi tranquilo, mas ela ainda guarda as lembranças na sua alma.
A filha aprendeu grandes lições com essa guerreira, aqui está uma delas: por volta dos 7/8 anos aprendeu logo cedo o que era ser uma filha de “mãe solteira”, não ter um “pai”, pois seus boletins escolares vinham no lugar do nome do pai, duas palavras distintas, conforme o ano letivo e quem os “datilografavam” eram elas “pai ignorado” ou “pai desconhecido”.
Curiosa que só, queria saber o significado delas. E depois de um dia cansativo, respondia com sutileza e sinceridade, já sinalizando que teria que ser forte e vencer na vida!
E depois de alguns anos, como elas estão? Isso já é outra história, por hoje, somente estas palavras: - Obrigada mãe, te amo e te amarei para sempre! 

Rosa Maligeski, aos 82 anos, não poupa esforços para cozinhar – principalmente se for para o Bem; para alguém do Bem!
Seus segredos estão na raça polonesa e na vontade de vencer; seus ingredientes mais importantes são a honestidade, a simplicidade, a humildade e a resiliência.

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