Visões, sonhos, um anjo e pastéis:

Se não fosse verdade,
seria maluquice

“Você acredita em Deus? Se sim, sabe que tudo é possível!” É assim que o empresário Edivaldo Dotta Araújo, do recém-inaugurado Pastel do Dotta, começa sua história.
Dotta nasceu no Paraná, morou muitos anos no Rio de Janeiro, mas desde 2014 está em Avaré (SP). “Fali uma empresa em 2002, depois disso trabalhei como pedreiro, entregador, até que surgiu a oportunidade de ‘tocar’ uma padaria quase à falência de uma prima em Avaré”, conta.

 

Sem nunca trabalhar no ramo alimentício, Dotta começou a vender pães e salgados, porém as coisas não iam bem. “Não vendia. Fazia 30 salgados, vendia 15. Não tinha dinheiro nenhum, estava quebrado”, lembra.
As coisas começaram a mudar em algumas semanas quando percebeu que na frente do estabelecimento havia um carrinho de caldo de cana. Mas sem pastel. “Ora, vou vender pastel porque combina”, disse à época.

 

Começou a vender seus pastéis, porém sem muito resultado. “Não tinha dinheiro nem para fazer os cardápios. Até que apareceu um anjo na minha vida. Quando falo isso o pessoal acha que sou maluco, mas é que aquela mulher tinha um brilho diferente nos olhos. Quando ela me pediu um pastel, vi na minha frente, em cima do balcão, um pastel gigante de um metro de tamanho. Fiquei impressionado e disse: ‘Em breve pastel de metro aqui!’. Ela achou que eu tinha ficado doido (risos), mas é que tive uma visão”, afirma.
“Com essa ideia na cabeça fui procurar sobre esse tal pastel gigante. Mas não achei nada. Ninguém fazia e ninguém tinha equipamento para fazer. Primeiro precisava do tacho, que é onde a gente frita o pastel. Procurei em vários locais, até que uma empresa do Rio Grande do Sul aceitou fazer o pedido. O problema era o preço, R$ 3,9 mil sendo R$ 1,5 mil de entrada e o resto depois da entrega. Vendi celular, som, emprestei e consegui”, recorda.

 

Ao receber o tacho, porém outros obstáculos. “Certo, eu tinha o tacho e os 65 litros de óleo para enchê-lo. Mas e agora? Fiz a massa e coloquei o recheio, 1,5 quilos para ser exato. Porém não tinha como transportar da mesa para o tacho e do tacho para a mesa. Chamei marceneiro, ferreiro, ninguém conseguia. Desanimei, achei que fosse loucura da minha cabeça, que isso não daria certo.”

 

“Três dias depois estava pensando em desistir. Falei para a esposa que o dia seguinte era nosso último: ‘Vamos fechar a empresa’, disse. Porém, naquela noite tive um sonho. Parecia real, estava na padaria. Na minha frente um homem alto, do tamanho da porta, todo de branco. Não vi o rosto dele, só vi que ele tinha o pastel de metro na sua frente. Tirou de trás de si uma ferramenta e conseguiu pegar o pastel da mesa. Colocou no tacho e tirou outra ferramenta das costas, dessa vez para virar o pastel. Deixou mais 10 minutos e retirou. Foi incrível, no dia seguinte desenhei as três peças e levei para um rapaz fazê-las em inox. Ao ficarem prontas foram perfeitas e em 10 minutos o pastel ficou pronto!”, recorda.

 

Assim, Dotta começou a servir o seu pastel de metro. Já no primeiro dia foram 19. A padaria ficou pequena, principalmente depois que ele foi convidado pelo programa Hoje em Dia, da Record, para mostrar o maior pastel do Brasil. Já montou franquias em São Paulo, Itapetininga e pretende em breve levar a pastelaria para Tatuí. “No fim não tem nenhuma loucura, só tem um homem que teve um sonho e acreditou nele. Mas todo mérito é de Deus, a gente é só um instrumento”, reflete o sonhador empresário.

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