FRANCISCO RODRIGUES ANDRIOLO

Conheça o engenheiro itapetiningano
que já trabalhou em 35 países

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O engenheiro Francisco Rodrigues Andriolo saiu de Itapetininga para o mundo – literalmente. Aos 72 anos, Andriolo já trabalhou em 35 países dos cinco continentes, escreveu dez livros, participou de mais outros 100 trabalhos acadêmicos e é membro da Academia Nacional de Engenharia. São 48 anos de carreira em usinas hidrelétricas, viadutos, barragens em rios, sem previsão de parada. “Não vou me aposentar. É igual bicicleta, tem que continuar pedalando para não cair”, brinca.

O engenheiro nasceu em 1945, aqui em Itapetininga, filho de Luiz Andriolo e Julieta Rodrigues Andriolo. Fez o primário no Colégio Imaculada Conceição, a escola das madres, e terminou o ensino escolar no Peixoto Gomide. Graduou-se na Escola de Engenharia de São Carlos-USP. “Minha formação familiar e pedagógica foram fundamentais para que eu tivesse uma carreira. Tive uma excelente educação em Itapetininga”, afirma.

 

Guarda de Itapetininga com carinho as lembranças das amizades. Tanto das escolas como o da Comissão Municipal de Esporte, pelo qual praticava futebol de salão e basquete. As amizades, inclusive, são o principal motivo para que ele retorne à ‘Atenas do Sul’. “Enquanto minha mãe morava em Itapetininga eu visitava a cidade a cada seis meses. Agora ela está com 98 anos e vive, também, aqui em São Carlos. Hoje em dia só vou para as reuniões da turma do Peixoto Gomide. Gosto muito de Itapetininga”, comenta.

 

E o elogio tem grande peso, se considerarmos as dezenas de países na América, Europa, Ásia, África e Oceania que o engenheiro prestou serviços. “Admiro muito a Alemanha, os Estados Unidos, Japão, Austrália... dos países que não gostei não posso dizer (risos)”, conta.

 

Andriolo saiu de Itapetininga ainda em 1964. Morou em São Carlos (SP), em Ilha Solteira (SP), Foz do Iguaçu (PR) e em São Paulo, onde residiu até 2003, quando voltou a São Carlos. Foi durante a construção da usina de Itaipu em 1976, que iniciou a escrever sua primeira obra: "Construções de Concreto – Manual de práticas para execução e controle” (publicada em 1984). O livro é utilizado até hoje para ensinar futuros engenheiros civis e técnicos nas universidades.

 

“Escrevi esse livro para treinamento de pessoas, da mão de obra de Itaipu. Ele é conceitual, sem muitas fórmulas, por isso é muito usado para ensinar técnicos e engenheiros. A gente não pode expressar muita vaidade, mas é muito orgulho poder contribuir para tantos e tantos profissionais”.
Dizem que todo homem deve escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore para cumprir sua missão nesse mundo. Caso proceda a alegação, Francisco Rodrigues Andriolo pode dar um ‘check’ em todas as lacunas. Livros são vários. De filho há o Sandrino. Já a árvore... bem, a árvore ainda está na esquina das ruas Joao Evangelista e Cel. Afonso, em frente à casa que vivia com a família. Um legado Top deixado por mais um dos ilustres filhos da nossa terra.

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