Falando sobre educação...

ARevista Top da Cidade reuniu 4 especialistas no assunto para abordar um tema que pode (ou deveria) ser o futuro do Brasil: a Educação.
Professoras, psicólogas, psicopedagogas, fonoaudiólogas, terapeutas, técnicas da saúde ou, ‘apenas’ mães, o fato é que Paula, Gisele, Juliana e Ana Lúcia entendem do assunto.
Em uma conversa descontraída, abordamos o tema, que não tem fim... nem respostas conclusivas.


Um aspecto importante versa sobre 'responsabilidades': é muito comum as famílias 'terceirizarem' a questão da Educação, transferindo à escola, ou ao terapeuta ou, ainda, aos cursos extracurriculares, uma responsabilidade que é, prioritariamente, dos pais!
Pais 'cobram' da escola um bom rendimento, mas não sentam com seus filhos para estudar ou acompanhar as tarefas. “É dever da criança”, disse uma mãe. Mas, sem a colaboração dos pais, as crianças não têm estímulo nem motivação. É preciso participar do processo educacional dos filhos.


Matriculá-los em uma boa escola, em um bom curso auxiliar (Kumon, Supera, escolas de idiomas ou de atividades físicas)... 'pagar tudo' isso pode não ser suficiente, se os pais não incluírem a presença na vida educacional dos filhos.

Terceirizar responsabilidades
Educar exige múltiplas competências. Não é fácil, nem existe fórmula secreta. Mas os obstáculos são muitos e fáceis de identificar. Tablets, celulares, smart tv... “A tecnologia é de grande importância, demos um grande salto para a busca de informações e conhecimentos, ultrapassamos fronteiras. Porém, o uso inadequado nos distanciou do contato mais próximo das conversas (olho no olho), essa tecnologia tão atrativa nos afastou daqueles dos quais deveríamos dar o nosso melhor”, disse uma das nossas especialistas.


Em escola particular ou pública, uma situação em comum: a ausência dos pais nas reuniões bimestrais. A presença é mínima! “A presença e o acompanhamento dos pais no processo de desenvolvimento escolar é fundamental e decisivo para o sucesso de seus filhos. Educação não flui tão positivamente com crianças sem a participação ativa da família”.
Uma das respostas para essa ausência dos pais, está na 'terceirização'. “Os pais acham que a escola deve cuidar da Educação dos seus filhos; mas não é bem assim. A família e a escola precisam estar próximas. A escola contribui com a educação 'formal', mas é a família quem ensina valores como respeito, dedicação, propósitos...”.
Dinheiro não basta. É comum pais sufocarem seus filhos com compromissos. “Algumas atividades extracurriculares podem complementar as necessidades individuais para melhor rendimento escolar, mas é importante que estas atividades não sejam impostas, e sim, que haja a receptividade e o entendimento da importância e do sentido para a criança”.


“Cursos extracurriculares são muito bons, desde que não tirem o foco principal que é a Educação. De nada adianta a criança ter uma agenda lotada se não consegue acompanhar a educação básica na escola. Costumo dizer que cada caso é um caso é que nem tudo o que é bom para uma criança é bom para todas”.
Missão: Educar


“Quem atua profissionalmente na área da Educação, na Psicopedagogia, precisa amar o conhecimento como espaço de realização humana, de descobertas significativas, trazer a alegria de construir e reconstruir conhecimentos. Respeitar a diversidade e o ritmo próprio de cada indivíduo”.
Sobre uma eventual dificuldade de acompanhamento do conteúdo escolar, pode ser muito útil procurar ajuda especializada de terapeutas. “As terapias podem auxiliar e muito diante de dificuldades escolares que podem ser de ordem emocional, comportamental, cognitiva ou patológica. E o próprio terapeuta que acompanha a criança pode orientar a família sobre quais atividades extras podem ser mais eficazes”.

 

Cidade Top
De forma geral, podemos nos orgulhar de Itapetininga por ter uma rede escolar de qualidade! Na rede pública ou particular, a cidade tem unidades com infraestrutura e corpo docente de grande qualidade. Na área auxiliar à Educação, como terapeutas e serviços de saúde com profissionais muito competentes. Talvez o papel que mais mereça debates, seja no papel dos pais. Ainda encontramos pais 'falando' que Educação é prioridade, mas ainda sem entender quais as suas responsabilidades.
A proposta da Revista Top da Cidade, é deixar um pouco de lado o WhatsApp e conversar com os filhos, olho no olho, com uma pergunta: “O que você acha da sua escola, dos seus professores e dos seus colegas? No que eu posso ajudar?”
Educação, em princípio, é uma atividade coletiva, em grupo, que precisa envolver e aproximar: pais, professores, direção pedagógica, amigos e companhias e, os agentes principais: nossos filhos!”

Ana Lúcia Simas Villaça 
é psicopedagoga e atua há 
18 anos na área educacional.

Gisele Helena Marinelli

é fonoaudióloga formada há 19 anos. Atua no serviço público e particular e sua área de atuação principal é a Linguagem e Aprendizagem.

Juliana Cardenas Ferrari Orsi

formou-se em Psicologia em 2007 e atua no contexto educacional desde o estágio na faculdade, em 2006. 
É especialista em atendimento infantil .

Paula Silvestre Machado

é psicopedagoga clínica e este ano completa 30 anos de atuação em Educação. Já atuou como professora, coordenadora e diretora de escola.

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