Fernando  Kioshi

Disciplina, qualidade de vida e oportunidades através das artes marciais 

Quando Fernando Kioshi entrou num tatame pela primeira vez, em 1989, aos 9 anos de idade, jamais poderia imaginar que toda sua vida estaria dentro e ao redor daquele espaço. Kioshi, hoje com 38 anos, soma 25 lutas no MMA, conquistou uma cartela de aproximadamente 380 alunos em sua academia Ultimate FK e transformou R$ 1,8 mil em uma das lojas mais completas de suplementos alimentares de Itapetininga, a World Muscle.

 

É que Kioshi não imaginava encontrar disciplina, qualidade de vida e oportunidades nas artes marciais. “Meus pais me botaram no judô e taekwondo na época porque era muito bagunceiro e tinha muita energia. Acabei pegando gosto e nunca mais quis fazer outra coisa na vida”, conta o empreendedor.

 

Disciplina, aliás, é um dos pontos centrais no ensino das cerca de 30 crianças que atualmente fazem aula em sua academia. “É mais fácil o aluno ouvir seu professor do que os pais. O menino ou menina vê que aquele professor usa uma faixa preta, ele aprende a se defender com o professor, no fim, as crianças acabam vendo seu sensei como um super-herói. É um barato ver o brilho nos olhos delas”, afirma.


 “É mais fácil o aluno ouvir seu professor do que os pais. As crianças acabam vendo seu sensei como um super-herói. É um barato ver o brilho nos olhos delas”
Fernando Kioshi, atleta e sensei de jiu-jitsu

 

Conhecendo o jiu-jitsu
Aos 17, Kioshi então conheceu sua grande “paixão” nas artes marciais: o jiu-jitsu. “Conheci porque naquela época, em 1997, estava na moda as lutas de vale-tudo. Comecei a aprender e, seis anos depois, já estava dando aulas. A partir de então comecei a ver o esporte como meio de sobrevivência”, diz.

 

Antes de trabalhar com jiu-jitsu, porém, o atleta já teve muitas outras ocupações. “Fui balconista de bar, mototaxista, repositor de supermercado, trabalhei no Japão duas vezes quando jovem. Comecei trabalhando cedo, já aos 14 anos. Alguns anos depois de ter começado a dar aulas me formei em educação física, em 2006. Desde então, não parei mais”.
Em 2007, pela primeira vez, lutou pelo MMA, prática que mantém até hoje. “Naquela época, o MMA não era nem moda. As lutas eram transmitidas pela RedeTV!. Lembro que logo depois das primeiras lutas, eu era parado na rua por pessoas que tinham assistido, foi sensacional. Das 25 lutas, ganhei 17, perdi sete e empatei uma, mas dinheiro mesmo, nunca ganhei muito. É mesmo pelo gosto, porque 'tá no sangue'”, afirma. A última luta foi em janeiro e a próxima será no fim do ano. “Não sei até quando continuo lutando, mas 'tá no sangue', não dá para parar”, brinca o atleta de 38 anos.

 

O empreendedor
Quando ainda dava aulas em Sorocaba na academia de seu professor, Herman Gutierrez, Kioshi foi incentivado a abrir uma academia própria em Itapetininga. Emprestou a garagem de um tio e a partir de então começou. “Montei o tatame e comecei a dar aulas. No início eram cinco alunos, depois dez, em seguida 20, 30, 50, 100 alunos. Aluguei um imóvel do meu pai para atender todos até que, quando cheguei aos 200 alunos, em 2013, precisei mudar toda minha estrutura para o espaço que hoje estou”, lembra.
O mesmo aumento exponencial aconteceu com a musculação e a loja de suplementos. “Comprei equipamentos de uma academia que estava fechando em Votorantim. Hoje são 170 alunos de musculação. Já em relação aos suplementos comecei com uma pequena compra de R$ 1,8 mil, dinheiro que tinha guardado depois de meses. De duas prateleiras na academia, a venda dos suplementos se transformou em uma das lojas mais completas da região”, destaca o empresário.

 

Novas oportunidades
Se no passado Kioshi recebeu oportunidades de seus mestres, hoje é a vez dele abrir as portas para jovens em busca de seus sonhos. Dos sete colaboradores da academia e loja, muitos são ex-alunos ou alunos, que, como Kioshi, viram nas artes marciais uma chance de viver bem, com qualidade de vida e com oportunidades. “É o que sempre falo para eles: muito mais que ajudar com dinheiro, valorize quem ajuda lhe dando uma chance ou até mesmo uma ideia, uma recomendação, um conselho. Busco fazer isso com os mais novos e acho que tenho conseguido”, reflete o sensei.

 

História Top!
Assim como na trajetória do Fernando Kioshi, disciplina e força de vontade são atitudes fundamentais daqueles que buscam realizar seus sonhos. Enfrentar seus próprios medos no tatame é atitude Top, e pode ser a diferença entre conseguir e tentar.

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