Hackers na web

por Vinícius Vieira

Vinícius Vieira

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Em 2017, hackers criaram um golpe digital conhecido como o ‘Wanna Cry’, afetando centenas de milhares de máquinas por todo o mundo, entre elas o sistema de saúde inglês, o Ministério de Interior Russo, sistemas de telecomunicações da Espanha, montadoras de carros nos EUA entre outras gigantes corporações.
No golpe, os criminosos criaram o ransomware, um arquivo que bloqueia o computador do usuário ou criptografa seus arquivos com uma senha quase impossível de ser quebrada. Essa criptografia atingiu documentos, fotos e, em casos de empresas, bancos de dados com informações confidenciais, tais como informações de clientes e dados bancários. O objetivo dos hackers era pedir em média U$300,00 em bitcoins, moeda digital, para a liberação da senha criptografada e, por consequência, o resgate dos dados ‘sequestrados’. Contudo, não havia garantia. No Brasil, as empresas afetadas foram o Tribunal de Justiça de São Paulo, Vivo, Hospital Sírio Libanês, entre milhares de outras empresas. Fato curioso é que, segundo a empresa MacAfee, apenas 0,1% dos usuários que pagaram, tiveram seus arquivos de volta.

O golpe continua
Apesar de aparecer pela primeira vez em 2017, os ransomware ainda são utilizados com frequência. Para aplicarem os golpes, os hackers usam a técnica de ‘phishing'’(pescar, em inglês), utilizando sites idênticos aos reais para capturar dados ou instalar os ‘malwares’ no computador. O vírus não fica só no computador, o chamado ‘cryptwall’, é capaz de infectar HDs externos, pen drives e até a rede e os outros computadores conectados. Para evitar tais golpes e ajudar as vítimas do ‘cyber sequestro’, empresas de segurança da informação e antivírus criaram o site https:\\www.nomoreransom.org. O projeto funciona como um “decriptador” dos dados da vítima, quebrando o código principal, liberando assim os arquivos criptografados.

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