Graça e disciplina:

Natália Helena Palmeira

Delicadeza, graça e disciplina são fundamentais para qualquer bailarina. O palco é seu céu. Faz das pernas e braços 'semi-asas', girando, saltando, caindo e subindo quase como num voo. Antes de se apresentar, contudo, vive com o peso das obrigações: alimentação certa, treino intenso, descanso limitado, etc.
Mas parece que a empresária (Studio de Dança Movimento) e professora de balé na escola Objetivo, Natália Helena Palmeira, de 32 anos, ultrapassou a barreira entre o palco e a vida. Natália usa disciplina e graça para que dentro de 24 horas seja mãe, empresária, professora, esposa e dona de casa.

 

Ela é mãe de 210 'filhas postiças' do balé e de dois meninos: João Pedro, de 7 anos, e a José Eduardo, de 3. “O João Pedro é um nome que amo desde a infância. Desde criança sonhava que, se tivesse um menino, ele se chamaria João Pedro. O José é homenagem a São José, pai de Jesus, e o Eduardo em homenagem a um tio muito querido que já morreu”, explica Natália.
Os meninos têm a cara dela. A personalidade é do marido, Geisel Palmeira. Para educá-los, Natália acredita na divisão de papéis entre os pais. “Eu sou mais rígida, enquanto que o Geisel é mais flexível. Acho que cada um tem que ser uma coisa, não dá para os dois serem liberais ou os dois muito rígidos”, afirma.

 

Católica praticante, Natália vê na fé a melhor maneira para encarar os desafios da vida. “Fora de casa, acredito que a igreja é fundamental para ensiná-los sobre o que é certo e errado. Pois há o temor a Deus, e sem isso, a pessoa pode errar sem culpas. Depois que crescerem eles escolherão seus próprios caminhos. Mas enquanto são crianças eu tenho o dever de educá-los. Acredito nisso porque o mundo hoje, infelizmente, tem muita maldade”, completa.
A bailarina trabalha mais de 12 horas por dia, entre 8h e 21h. Faz o almoço dos filhos. Dá aulas. Toma conta das contas da escola de balé. E às sextas-feiras ainda cuida da casa. “Minhas amigas me perguntam como consigo fazer tudo isso.... tenho uma rotina cansativa, mas feliz.”
Para ter forças, segundo ela, fundamental é a fé restabelecida todos os domingos na missa. “Na minha vida tenho três prioridades. Em 1º lugar está Deus. Depois minha família, e em terceiro meu trabalho”, conta.

 

Marido: o melhor amigo
Natália é casada com o funcionário público Geisel Fernando Palmeira, de 38 anos. Se conheceram quando ela ainda tinha 12 anos, mas só começaram a namorar quatro anos depois. “Ele era colega de uma amiga que morava na rua de casa. Uma vez fui na casa dela e encontrei ele lá. Na época era muito nova, mas depois de alguns anos nos reencontramos e nos apaixonamos”.
Os dois estão juntos há 18 anos, casados há 10. “Tenho mais tempo com ele, do que com minha mãe (risos). Ele é meu amor e meu melhor amigo, um verdadeiro parceiro na vida, pois sempre que preciso viajar a trabalho ele me apoia, tira férias para ficar com as crianças. Divide as atividades da casa comigo. Vai comigo à igreja. Nosso relacionamento é ótimo”, exalta Natália.

Os pais exemplares    
Para educar os filhos, Natália tem como inspiração a maneira como seus pais a educaram, junto com o irmão Luiz Fernando, de 28 anos. “Meu irmão e eu somos muito trabalhadores, acho que por influência dos nossos pais. Minha mãe sempre trabalhou e cuidou da casa e meu pai tiraria da própria boca para dar aos filhos”.
Hoje, o pai Washington Luis Augusto da Silva, de 59 anos, e a mãe, Rosangela Malavazzi Lima Silva, também de 59 anos, têm motivos de sobra para se orgulhar da filha. “Tento passar tudo o que vivi na infância para meus filhos em casa. Acho que a gente educa pelo exemplo, então, como tivemos bons exemplos dentro de casa, eu e meu irmão, crescemos sabendo o que é certo e errado. Tento passar isso agora”, afirma.

 

A infância no balé
Ainda quando criança, aos 2 anos, Natália começou a aprender balé. Influenciada pela tia-avó e madrinha Maria de Lourdes da Silva, soube desde pequena o que queria para a vida. “Minha madrinha pagava o curso de balé na Escola de Música aqui de Itapetininga. Ela ainda me levava e buscava do curso. Saía da própria casa no Centro, andava até a casa da minha mãe, na Vila Serafim, me levava à Escola de Música, esperava a aula acabar, depois me trazia até minha casa e só depois voltava para a casa dela”, recorda.
“Ela realmente acreditou em mim. Acreditou que eu pudesse me tornar uma bailarina. Aliás, ela me tratava como filha. Antes de mim, já tratava meu pai como um xodó. E depois que meu filho nasceu, transferiu todo esse amor para ele”, prossegue. Maria de Lourdes faleceu após alguns anos sofrendo de Alzheimer.
Fez aulas dos 5 aos 17 anos. Durante a adolescência, aprendeu a importância da disciplina e regras para conseguir o sucesso. “O balé não ensina somente sobre ritmo, movimento e postura. Dá ensinamentos para a vida, para qualquer profissão. Ensina-se sobre como se comportar bem, sobre respeito aos compromissos, horário, ouvir os mais velhos”, ressalta.

 

A escola e o sucesso
Ao sair do curso, logo assumiu como professora em uma escola de dança e se tornou professora de balé e dança na escola Objetivo. “Dava aulas nesses dois locais. Só que pouco tempo depois, a dona da escola de dança decidiu-se mudar e fechar a empresa. Mas minha sócia e eu decidimos pegar a escola e sermos donas”, comenta.
Já são 15 anos de parceria e amizade com a sócia Priscila Spínola. “Ela é uma irmã para mim. Estudamos juntas desde pequenas na escola de música. Hoje nem sei como nós duas, aos 17 anos, começamos a administrar uma escola de balé”, questiona-se.
Desde então muita coisa mudou. Uma das maiores alterações foi a autoridade conquistada pela dupla em Itapetininga. De jovens sonhadoras, Priscila e Natália se tornaram professoras de balé conhecidas por revelarem grandes talentos como as jovens Beatriz Almeida, Isabelle Camyle Monteiro, entre outras.
“Atualmente temos 150 alunas na escola, crianças desde os 5 anos até adultas. Dessas, cerca de 20 viajam em competições por todo o Brasil e fora. Já acompanhamos alunas aos Estados Unidos, Argentina e Alemanha, além de inúmeras competições aqui mesmo no Brasil. Todos os meses têm uma viagem”, explica.

 

Atitude Top
Ser mãe é um exercício constante de sensibilidade; e isso, Natália tem! Inclusive quanto à responsabilidade social. Foi professora voluntária no Lar das Meninas e também na APAE de Itapetininga – que frequenta até os dias de hoje, levando seus alunos para compartilhar a dança com os alunos da APAE. “As crianças ficam fascinadas”, conta. Aos alunos carentes, não poupa atenção. Tem um programa próprio de avaliação de bolsistas para motivar alunos que realmente desejam praticar o balé.
Isso é ter atitude Top!

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