Paula Rios

A boa filha à casa torna: por que uma nutricionista 

bem-sucedida volta a Itapetininga?

Trabalho não faltava para Ana Paula Terra Rios, de 36 anos, em São Paulo. Já tinha gerenciado restaurante, trabalhado em UBS (Unidade Básica de Saúde), em clínicas de psiquiatria, homecare. A capital era um mundo de possibilidades para a menina que nasceu em Itapetininga. Por que, então voltar?

A resposta é simples: Lara, de apenas 5 aninhos.

“Voltei em 2015, porque naquela época minha filha ficava na escola das 7h às 19h. Eu não tinha contato com ela. Voltei para que minha filha tenha mais qualidade de vida. Aqui ela fica meio período na escola, fica com meus pais (Rita de Cássia e Dorival) quando não posso, e no resto do dia estamos juntas”, conta a mãe, valorizando a importância da qualidade de vida.

Mas se engana quem pensa que a nutricionista teve que abdicar do sucesso profissional. Em nossa cidade também surgiram oportunidades para ela, que hoje atende pacientes em busca de suplementação esportiva, nutrição funcional, clínica e consultoria alimentar. “Se por um lado lá na capital você pode receber mais, gasta-se mais. Aqui temos um custo de vida menor e mais qualidade de vida”, avalia.

 

História

Paula saiu cedo de Itapetininga. Logo depois da escola foi cursar Nutrição em Marília. Fez um ano, depois teve que recomeçar o curso em São Paulo para mais oportunidades de trabalho. “Nutrição é algo que sonho desde minha adolescência. Lembro de estar na sala de aula quando a professora perguntou o que eu queria fazer. Logo pensei em nutrição, porque sempre gostei de cozinhar e mexer nos alimentos. Desde então tudo o que fiz foi pensando nesse objetivo”, afirma.

Estudou no Centro Universitário São Camilo, na capital. Enquanto estudava, teve que trabalhar para se sustentar. “Tive uma criação muito rígida. Nada foi de mão beijada. Então, para viver em São Paulo precisei trabalhar em supermercado, ser vendedora, até como secretária do presidente da Claro”, relembra.

Também foi à Itália para um curso sobre comunicação. Foram seis meses longe da Lara. “Abriu minha visão sobre propaganda e como divulgar meu trabalho. Antes era muito quietinha no que fazia. O problema foi a saudade da filha, seis meses chorando toda noite”, recorda.

 

Viver com saúde

Experiente e já tendo atendido tantas pessoas diferentes, hoje Paula Rios tem uma definição clara sobre o que é viver com saúde: “É viver com saúde física e mental. E a alimentação está muito ligada a isso, pois os alimentos podem favorecer ou reduzir as chances de doenças. Pessoas que têm boa saúde mental são mais propensas a seguir uma alimentação adequada”, afirma.

“Desde que me formei, em 2008, o modo de enxergar a nutrição mudou muito. Naquela época é como se a nutrição fosse algo supérfluo, um luxo para quem não sabia mais como gastar dinheiro, ou até para quem queria apenas perder peso. Hoje isso vem mudando; as pessoas começaram a enxergar que o que comemos têm relação total com nossa saúde. Estamos perdendo essa visão de que saúde é controle, isto é, cura ou redução de doenças, e está começando a ser difundida a ideia de que saúde é prevenção”, completa.

 

Retorno Top

A história de Paula Rios mostra que nossa querida Itapetininga pode oferecer ao seu povo coisas tão importantes que nem mesmo a maior metrópole da América do Sul pode ofertar: qualidade de vida, aconchego e família!

E tem algo mais Top do que família?

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