PAULO 
HENRIQUE 
MARTINS


'A 30km do fim, minha vontade era voltar', 
diz triatleta que percorreu 1,2 mil quilômetros
    

Não parece lógico, mas a um pequeno passo do objetivo tudo o que o triatleta Paulo Henrique Martins queria era voltar para o começo. Pouco antes de terminar seus 1,2 mil quilômetros sozinho em cima de uma bicicleta, entre Dinamarca e Paris, Paulo se lamentava pelo fim da empreitada. “A 30km do fim da viagem minha vontade era de voltar para o começo”.

 

Ele explica: “Dizem que no fundo o objetivo do escalador é a subida, e não chegar ao cume. Senti a mesma coisa, no fim do percurso tudo o que tinha vivido era tão especial que queria viver de novo. Por isso já comecei a planejar minha nova viagem (risos)”, conta o atleta que foi tema de reportagem na edição de junho da Revista Top da Cidade.
Paulo percorreu 1.200 quilômetros entre belas paisagens e mais de 50 cidades em 9 dias no mês de julho. Terminou sua expedição tremulando a bandeira de Itapetininga no Arco do Triunfo, na Cidade da Luz. 

 

Antes do trajeto participou de um mundial de duathlon (corrida e ciclismo) e ficou na 17ª posição. “Detalhe é que dois dias antes da competição sofri uma lesão na lombar. No dia anterior não conseguia andar. Graças a Deus consegui participar e ficar numa boa posição”, ressalta.

'Empurrãozinho' 

 

O triatleta viajou sozinho com 300 euros, um cartão de segurança e com um inglês bem afinado na língua. Logo nos primeiros dias, por coincidência, fez amizade com o diretor geral da competição, dormiu em uma barraca no quintal do tal diretor e ainda conseguiu trabalhar cinco dias para a organização do mundial entre o fim da competição e a viagem pessoal. 
“Consegui algum dinheiro que me permitiu ter alimentação e estadia. Ainda tive ajuda de muitas pessoas, lá na Europa e aqui no Brasil, que me mandavam algum dinheiro para alimentação e para minhas estadias nas cidades que passava. Fiz amizades com muitas pessoas. Apesar de estar viajando sozinho, eu não estava realmente sozinho, muita gente me ajudou”, conta.

 

Antes e durante a viagem o triatleta pode por em prática a teoria que manter uma atitude mental positiva contribui para o sucesso. “É aquele negócio: o universo conspira a favor de quem tem pensamento positivo. E isso realmente aconteceu. Fui à Europa com pouco dinheiro sem nenhum lugar para ficar, mas com esse pensamento positivo acabou tudo dando certo. Não passei fome nenhum momento, nem precisei dormir na rua. De fato, ter pensamento positivo funcionou”, reflete.

Novo desafio
Realizado o grande sonho, Paulo, o triatleta, já planeja uma segunda maratona solitária internacional. “Estou programando sair de Pontevedra, na Espanha, e atravessar o país de oeste a leste até o Porto de Civitavecchi, na Itália, onde pegarei uma balsa de 20 horas até Roma, em seguida vou pedalar mais 80 quilômetros até o Vaticano, onde termino a viagem. De novo serão 1,2 mil quilômetros”, planeja.
A viagem deve ser feita em abril de 2019, diz o atleta. Até lá, que sua Top aventura continue nos inspirando na busca de nossos sonhos.

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