Pé diabético

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não utiliza de forma adequada a insulina que produz. A insulina é um hormônio regulador da glicemia (taxa de açúcar no sangue) e o efeito do diabetes não controlado é a hiperglicemia (aumento dessa taxa de açúcar no sangue).
Denomina-se “pé diabético” qualquer alteração ou complicação aguda (recente), ou crônica (de longa data), nos pés do diabético, atribuídas à hiperglicemia crônica. Com o passar do tempo, a hiperglicemia prejudica gravemente o organismo, levando a uma série de alterações dermatológicas, neurológicas, ortopédicas e vasculares. Alterações como calos, rachaduras, espessamento das unhas, micoses, deformidades ósseas, feridas de difícil cicatrização, infecções e, nos casos graves, até a gangrena.
Os pés merecem atenção especial e cuidados diários, pois é o segmento do corpo que sustenta e distribui todo o peso do organismo. As modificações causadas nos pés pelas alterações neuro-vasculares prejudicam a independência e o trabalho, podendo causar incapacidade física, invalidez precoce, e muitas vezes, levar até a amputações.
A maioria dos indivíduos que apresentam algum grau de alteração neurológica (formigamentos, câimbras, diminuição da sensibilidade), ou alteração circulatória (diminuições da pulsação arterial e da temperatura, ou ainda, palidez nos pés), podem desenvolver feridas de difícil cicatrização e que geralmente são desencadeadas pelo uso de calçados inadequados, ou simplesmente andando descalço pela casa.

 

Prevenção
De qualquer forma, é importante que o diabético cuide diariamente de suas unhas e da pele dos pés, lavando-os com sabonetes suaves, enxugando cuidadosamente entre os dedos, com toalhas macias, hidratando-os após os banhos, aparando as unhas retas (ou lixando-as) sem retirar as cutículas. Se houver calos ou rachaduras, consulte um podólogo mensalmente, para o tratamento adequado. O paciente deve fazer a inspeção diária dos pés e dos dedos, incluindo a planta do pé e a região entre os dedos a procura de ferimentos, micose, lesões que possibilitem a penetração de bactérias nos pés. A inspeção pode ser feita com o auxílio de um espelho para a melhor visualização, ou com a ajuda de outra pessoa, caso tenha alguma dificuldade visual, algo muito comum entre diabéticos que tem maior chance de desenvolver retinopatia. O calçado para o diabético tem de ser escolhido com alguns critérios. Os sapatos ideais devem ser largos, macios e sem costuras internas ou qualquer ponto que possa gerar atrito entre a pele e o próprio sapato. Ao mesmo tempo é preferível que sejam fechados, de forma a proteger mais os pés, e um pouco mais altos internamente, de forma a acomodar palmilhas que se adaptem melhor às deformidades nos pés, situação, infelizmente, comum nos diabéticos com neuropatia. Andar descalço ou com sandálias sem algum tipo de mecanismo de fixação eficiente (sandália de dedo) é um risco de ferimento, que será proporcional ao grau de insensibilidade, algo que muitas vezes passa desapercebido ou é menosprezado pelo portador da doença.

 

Mas como saber se tenho essas alterações?
Se você ou seu familiar apresenta algum dos sintomas citados anteriormente, peça para que o clínico ou o endocrinologista que cuida do seu diabetes avaliar regularmente a sensibilidade e a pulsação dos seus pés. Havendo a suspeita de um problema de circulação, consulte um Cirurgião Vascular para uma avaliação especializada. O especialista cirurgião vascular está familiarizado com as melhores técnicas de diagnóstico e pode atuar em todas as áreas do tratamento do “pé diabético”.

Dr. Caio Jubran Moura 
Angiologia e Cirurgia Vascular .

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