As estrelas brilhantes

Atualizado: Out 22

Naquele imenso calor de verão deitado na rede do quintal, suando às bicas, procurava balançar a rede tentando refrescar-se no vai-e-vem desse balanço. Olhava o céu - este infinito universo sem limites, salpicado por milhares e milhares de estrelas, que pareciam dançar ao som de uma valsa vienense, lenta, brilhante, às vezes ofuscadas pelo seu próprio movimento.


Com os olhos fixos e com o pensamento em ebulição, no balanço da rede, nuvens começam a cobrir aquelas estrelas e ofuscá-las e no piscar dos meus olhos a penumbrar do sono se aproximou. Enquanto estava acordado, o pensamento navegava no passado em fatos, segredos, lembranças alegres, tristezas, saudade de uma juventude igual a qualquer outra, desde também que não tivesse disso ofuscada.


(...) aquelas estrelas brilhantes, quase que totalmente desapareceram (...)

O sono chega suave e morno, o balanço da rede para, este começa a tomar conta do corpo cansado do dia de trabalho. Uma pequena brisa passa no momento, agora o corpo já transpira calmamente. O pensamento por momento é obscuro no acompanhamento da noite. As horas passam... a noite é uma criança, calma e tranquila.


Num rápido virar de corpo, abro os olhos, a noite é escura e profunda, aquelas estrelas brilhantes, quase que totalmente desapareceram, apenas algumas tentam piscar e brilhar, como se quisessem escapar daquelas nuvens brancas e negras que passavam. Fechei os olhos novamente na rede me posicionei melhor para dormir e sonar com algo de bom e alegre na sequência de um novo dia que surgirá no esplendor do sol.


por Roque Rolim Guilherme


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