Dança do Ventre: corpo e alma

Atualizado: Abr 24



Da esquerda para direita: Henrique Andreas, Sueli Santos, Angélica Antiqueira, Luciane Camargo, Eliana Oliveira, a jovem Kyara Kupper, Drika Rodrigues, Janaína Albuquerque, Kely Rolim, Silvia Almeida e Maria Claudia



Quem tem a oportunidade de presenciar as apresentações do Grupo Almárabe pode se sentir um privilegiado. É o meu caso.

Conduzidas pela carismática Drika Rodrigues, bailarina profissional e professora de Danças Árabes, com mais de 20 anos de experiência.

Atualmente Drika divulga a arte da Dança do Ventre juntamente com seus alunos, formando o Grupo Almárabe, que participa de diversos eventos de Itapetininga e Região.


Diva Straub: uma história dedicada à arte e à dança

Além de difundir a cultura árabe, propicia aos alunos uma atividade física prazerosa e de grandes benefícios ao corpo. Fomos assistir ao um ensaio – com direito à apresentação especial – no Espaço Dançarte, da professora de Ballet Clássico, Diva Straub, que incentiva e apoia todas as manifestações da arte. Origem e benefícios

Drika Rodrigues, além de experiente professora, é uma estudiosa. E compartilha com o leitor Top um pouco da riquíssima história da Dança do Ventre. Ela conta que uma das versões mais difundidas é a que a Dança tenha surgido no Antigo Egito, em rituais, cultos religiosos, onde as mulheres dançavam em reverência às deusas.


É considerada uma dança primitiva que surgiu entre 7000 e 5000 a.C. e é praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio, entre elas estão: Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia. Após a invasão dos árabes, a dança foi disseminada pelo mundo.

Com movimentos ondulatórios e batidos de quadril, as mulheres reverenciavam a fertilidade, celebravam a vida em forma de oração, ou seja, tratava-se de uma dança ritualística, com caráter religioso, sem apresentações em público. Essas mulheres reverenciavam às deusas que acreditavam ser as responsáveis pela vida da terra, pela vida gerada no ventre da mulher e pelos ciclos da natureza.

Há quem diga que ao dançarem, as mulheres também se preparavam para ser mães, já que a movimentação da dança ajudava a fortalecer a região pélvica, facilitando o parto. Acredita-se que quando os árabes invadiram o Egito, escravizaram as mulheres, entre elas as sacerdotisas, apropriando-se da Dança do Ventre, obrigando-as a dançarem em seus haréns e ensinando as odaliscas a dançarem para seus sultões e assim disseminaram para o resto do mundo.

Atualmente a Dança do Ventre está presente em diversos países e fortemente representada em grandes festivais de dança e na mídia, sendo cada vez mais procurada por mulheres devido os seus inúmeros benefícios.


  • queima de muitas calorias, auxiliando no processo de emagrecimento;

  • tonifica e enrijece a musculatura do abdomen, pernas, braços, costas e glúteos;

  • aumenta e ativa a circulação sanguínea;

  • trabalha as articulações, melhorando seu condicionamento;

  • proporciona a reeducação postural;

  • aumenta a flexibilidade e resistência física;

  • desenvolve a coordenação motora e melhora o eixo de equilíbrio;

  • ensina a ter um cuidado mais delicado com o próprio corpo;

  • cria um estímulo para dietas saudáveis, no sentido de potencializar seu visual;

  • oferece uma disciplina nos hábitos alimentares e não cair em dietas mirabolantes sem resultados positivos;

  • desenvolve a capacidade de ressaltar seus pontos interessantes e atenuar os menos favorecidos, trazendo um bem-estar com o próprio corpo;

  • aumento imediato da autoestima: a mulher passa a se observar e perceber que tem diversas qualidades que talvez nunca tenham sido trabalhadas;

  • aflora a feminilidade;

  • promove na mulher a aceitação de si mesma como ser encantador, diferenciado e belo;

  • desenvolve a agilidade mental, concentração e atenção tanto na música quanto nos movimentos;

  • estimula a criatividade;

  • trabalha a leitura musical que é decodificada através de movimentos precisos e que a colocam em contato com seu interior, suas próprias emoções;

  • diminui a timidez, possibilitando melhoria nos relacionamentos;

  • alivia o stress do dia-a-dia, através do contato de grupo, troca de experiências e informações, o que desenvolve a capacidade de sublimar os desafios;


O prazer com a dança é algo que se adquire no dia-a-dia. Com o decorrer do tempo chega-se à conclusão que é um prazer para a vida toda. Toda mulher deveria marcar um encontro consigo mesma. Seja através da dança ou qualquer outra manifestação artística. A dança do ventre nos possibilita vislumbrar um mundo completamente diferente daquele conhecido pelas mulheres ocidentais.


Toda mulher tem seus predicados. Descubra quais são os seus e perceba que existem muitos mais!

A bela Sueli Santos e a jovem Kyara Kupper, compartilham uma linda mensagem:

Eu me liberto completamente.

Portanto eu escuto, sinto.

Me conecto e danço.

A dança cura a vida; cura o corpo.

A dança cura o coração; cura os relacionamentos.

A dança cura os medos; cura a mesmice.

Cura a cegueira.

Cura o mundo.

Cura o meu mundo!




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