Dois séculos e meio

Atualizado: Out 23


PARABÉNS

Querida Itapetininga que acolhe minha família desde 1994. Completando 250 anos, sinto muito orgulho por fazer parte de sua vida por 27 anos. Meu lar, aqui meu agradecimento a essa cidade que carrega tanta história, tradição e encantos. Quero homenagear todos os itapetininganos e lembrar que quem faz a cidade é esse povo trabalhador e hospedeiro.


PRIMÓRDIOS


A primeira povoação de Itapetininga surgiu em torno de um antigo pouso tropeiro ou negociantes de animais provenientes do Sul do país. Eles montavam ranchos e arraiás para o pouso, antes de seguirem em direção ao Rio Grande do Sul. Esse ponto ainda existe sob o nome de “Porto”, nas proximidades do rio Itapetininga, nos séculos XVII e XVIII. Seu desenvolvimento começou por volta de 1750. Em cinco de novembro de 1770 o povoado foi erguido em vila – a Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga, tendo sido, na ocasião levantado o pelourinho.


FUNDADORES

Simão Barbosa Franco e Domingos José Vieira, Salvador de Oliveira Lima – o “Sarutayá”- se inclui entre os fundadores históricos da cidade, já que foi o segundo capitão-mor de Itapetininga (o primeiro foi Domingos José Vieira). A emancipação da vila de Itapetininga aconteceu em 1852; a vila, porém, só tornou-se cidade, de fato, em 13 de março de 1855.


CIDADE

O município foi criado a primeiro de janeiro de 1771 e, no final do mesmo ano foi instalada a primeira paróquia – a Igreja da Matriz. A partir de então, Itapetininga começou a atrair comerciantes de todos os lugares do país. Não demorou muito para que os japoneses, libaneses, italianos e alemães viessem desfrutar de nossas riquezas, colaborando intensamente para o progresso que hoje se instala.


NOME

Itapetininga, nome de origem indígena (tupi-guarani), tem sido alvo de várias traduções. A mais correta, porém, na opinião dos filologistas que pesquisaram o vocábulo, é laje seca ou enxuta, sendo Itape uma contração de Itapebe (pedra chata, rasa ou plana) e tininga (seco, seca ou enxuta). Nossa cidade deveria ser Tapetininga, que significa caminho seco, baseado em documentos de 1700, segundo os quais o governador da época determinou a abertura de um caminho novo para o Sul, que permanecesse sempre seco, em substituição ao antigo, que era constantemente encharcado".


CODINOMES

Somos conhecidos com "Terra das Escolas"; "Atenas do Sul", "Terra da Cultura" e "Terra da Hospitalidade".


TROPAS

A atual Rua Quintino Bocaiúva se chamava inicialmente Rua das Tropas, pois era por lá que passavam as tropas provenientes do sul. Tal influência sulista é notada até os dias de hoje, pois o sotaque dos itapetininganos lembra bastante o dos gaúchos.


CAMINHANTES

Os tropeiros eram condutores de tropas de cavalo ou mulas, que atravessavam extensas áreas transportando gado e mercadorias. Percorriam uma distância aproximada de 40 Km diários. Os percursos podiam durar várias semanas e envolvendo regiões do Sul, Sudeste e Cento-Oeste do Brasil desde o século 17 até início do século 20. Prestaram, assim, importante contribuição ao desenvolvimento das regiões por onde passaram e foram responsáveis pela integração econômica e cultural entre muitas regiões longínquas do Brasil.


VESTIMENTAS

Usavam chapelão de feltro preto, cinza ou marrom, de abas viradas, camisa de cor similar ao chapéu de pano forte, capa e/ou manta com uma abertura no centro, jogada sobre o ombro, botas de couro flexível que chegavam até o meio da coxa para proteção nos terrenos alagados, nas matas em dias de chuva.


ALIMENTAÇÃO

Constituída basicamente por toucinho, feijão, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho (feijão tropeiro), que era servido com farofa e couve picada. Já as bebidas alcoólicas só eram permitidas em ocasiões especiais: nos dias muitos frios tomavam um pouco de cachaça para evitar constipação e como remédio para picada de insetos.


CAMINHO

Designado como "Estrada Real", a mais utilizada, partia de Viamão, atravessava os campos de Vacaria, Lages, Correia Pinto, Curitibanos, Santa Cecília, Papanduva, Monte Castelo, Mafra, Rio Negro, Campo do Tenente, Lapa, Palmeira, Ponta Grossa, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Sengés, Itararé, Itapeva, ITAPETININGA e alcançando Sorocaba. Ao todo 1.098 km.


AQUI

Nossa Terra das Escolas também foi passagem de tropas xucras ou arreadas de Tropeiros principalmente pela Rua Quintino Bocaíuva que, na época, chamada de Rua das Tropas. O que hoje é feito por caminhões, era, então, feito por esses animais. Eram as tropas arreadas, um conjunto de 8 a 10 animais, equipados com cangalhas, nas quais eram penduradas as canastras e ou bruacas, contendo mercadorias.


HOJE


Itapetininga em 2020

Duzentos e cinquenta anos se passaram. Itapetininga passou por muitas histórias, muitas pessoas por aqui batalharam, trabalharam, casaram-se, criaram seus filhos por suas ruas desde os ruídos das carroças pelas ruas, o apito do trem lá na curva, as poeiras das rodovias, depois o asfalto, escolas, industrias surgiram, cresceu horizontalmente e verticalmente... Somos agora uma das mais importantes cidades do Estado de São Paulo e do Brasil. Seja lá onde formos passear, nesse mundão, nada melhor do que voltar para os braços de nossa querida Itapetininga.


PIEDADE


Geraldo Toledo e Sr. Oswaldo Piedade

Para finalizar homenageio a todos de Itapetininga na pessoa do Sr. Oswaldo Piedade (foto), nascido em dia 6 de abril de 1916 em Itapetininga-SP. Filho do tropeiro Vicente Eugênio da Piedade, conhecido como Tico e de Maria Augusta Piedade. História viva de nossa cidade. Por muito tempo foi tropeiro por essas bandas do sul de São Paulo e Paraná. Foi madrinheiro em tropas que conduzia passos de animais para vender em Monte Mor e Capivari.



Enfim, parabéns querida Itapetininga!

Por Geraldo Toledo












©2020 desenvolvido por Commark Comunicação e Marketing