EM FRENTE...!

Enquanto pensava o que escrever, recebi um vídeo de um colega de Exército que, numa coincidência daquelas, também foi colega de turma na faculdade de medicina. O vídeo mostrava a visita de um cidadão famoso, que não citarei o nome, já que não é o assunto em pauta, à Escola Militar que estudamos. Comentei com o meu colega e amigo que bateu saudades e que fiquei emocionado; ele escreveu que também ficou. Mas isto já basta.

Também fico emocionado a cada eleição quando vou votar no Peixotão, mas nem por isto tenho vontade de voltar às aulas, mesmo que ainda considere estas fases como um presente do Criador, de tão gostosas que foram. Diz Caetano que cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Portanto, bola para a frente.


Quando penso em empreendedorismo, acho o nome até muito bonito e inspirador, me lembro unicamente de uma coisa: trabalho. Às vezes percebo que passam uma ideia errada (ao meu ver) a respeito, dando a impressão de que o empreendedorismo ocorre um momento na vida em que se recebe uma “inspiração” ou “luz”, sei lá vinda de onde, e que a partir daí o “pretenso iluminado”, ou sortudo, se tornará próspero e rico. Enquanto o tempo passa, quase que a totalidade de jovens se tornará frustrada por não ter recebido ainda tal inspiração (vivendo o famoso chavão “nada dá certo comigo”) e o restante, cumprindo esta intensa inversão de valores atuais, torrarão a poupança dos pais (que batalharam uma vida inteira), alterando o chavão para “sou um gênio incompreendido” ou um “perseguido pela má sorte ou inveja”. Pobres de espírito que capitulam com o abridor de latas..

Jovens, acordem, pelo amor de Deus. Do trabalho se vive, do trabalho se vem o ganha pão, a satisfação pessoal, o caráter e a auto estima.

Muitos estarão, agora, se perguntando qual a relação entre a introdução e o tema. Aqui vai ela.

Não olhei para trás quando larguei a Escola Militar, embora tenha sido mais difícil entrar lá do que na faculdade. Não me importa agora se seria um general ou um coronel. Não olhei para trás quando me formei no Peixotão, ficando aqui esperando ou sonhando por um emprego “da hora”. Saudades? Ok, pode até ser, mas acho que são mais boas lembranças.


Estudei para o vestibular como louco e repeti a loucura para disputar uma vaga no exame de residência (tem jovem agora que adora ser aluno da faculdade a vida inteira, com medo de crescer).

Longe de ser um exemplo ou fonte de inspiração, tenho meus méritos, principalmente porque dizem respeito a mim, à minha satisfação. Reparem à vontade nas pingas que eu tomo; sei os tombos que levei. Porque, para mim, empreendedorismo é estudar mais do que se deve, é acordar mais cedo que o concorrente, é trabalhar mais do que se precisa (sem nunca ser escravo do dinheiro, mas sim da sua satisfação e orgulho), é aprender gostar do que se faz sem precisar sonhar com o que poderia ter sido (assuma, a escolha foi sua).

Por fim, dois conselhos que posso repassar: o primeiro me foi dado por um Delegado de Polícia quando aportei aqui como legista: não estamos aqui para criar problemas e sim para resolve-los (então, resolvam os seus); o segundo, passado por uma pessoa que admiro muito, que resumiu sua vida num único conceito: precisão (façam bem feito o que se propõe a fazer).

Boa sorte!








Por Roberto Amaral






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