Empreender:verbo transitivo direto

Atualizado: Mar 17

Adefinição formal aponta que se trata da capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade e, por isso, encontre demanda positiva e desejo de adquirir tal produto ou serviço.

A formalidade, no entender da Top da Cidade, deixa a desejar. Sem filosofar muito na questão da explicação técnica, consideramos que é preciso contextualizar – especificamente a realidade de nossa cidade/região – e considerar que o que forma um empreendedor é muito mais que uma condição de oportunidade no mercado: é a determinação.

Determinação esta, que não encontra 'razões lógicas'. Os cursos disponíveis podem ensinar técnicas, estratégias, pesquisas de mercado, enfim, só não conseguem de forma permanente embutir a motivação, a missão, a crença inabalável no que se pretende e, por fim, o amor e a paixão pelo que se faz.

Histórias de empresários bem-sucedidos, verdadeiros empreendedores, se multiplicam nas redes sociais, e apontam para 'heróis perfeitos e inteligentes'... parece que todos são gênios e todos ficaram ricos. Mas é uma ilusão achar que só o dinheiro é motivação suficiente...

Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Facebook), Steve Jobs (Apple), entre outros costumam ser identificados pela fortuna que construíram em suas vidas profissionais. Parabéns, ótimo para eles! Mas, seguramente, antes dos milhões de dólares houve muito suor! Inspiração e ação!


Sara e as escolas: um antigo segmento


As escolas estão no Brasil há muitos anos... No longínquo ano de 1554, os padres jesuítas construíram a primeira escola antes mesmo da cidade de São Paulo; que só em 1585 foi oficialmente criada a 'Vila de São Paulo'.

Inovação é uma das características dos empreendedores. Em Itapetininga, Sara Rosinha, inquieta e determinada, começou seu projeto de educação nos anos 1986/87 que, com uma sócia, montou a escola de Educação Infantil/pré-escola 'Gente Inocente'. Sara tinha, então, o Magistério e começava formação superior em Pedagogia.

“Eu era muito jovem. A escola ficava muito longe (próximo aonde atualmente é a Prefeitura). Tínhamos uma Perua Kombi velha para buscar os alunos”. A escola ia muito bem, até que um aumento repentino da gasolina, e dificuldades com a gestão financeira, fizeram com que elas interrompessem o sonho. “E olha que tínhamos muitos alunos!”, frisa Sara.

A experiência pode não ter tido êxito naquele momento, mas Sara utilizou o aparente fracasso para analisar erros e acertos tirar aprendizado.

A juventude e o fato de ser recém-casada a colocou, com toda a sua inquietude, a não ficar parada. Nunca ficou parada. Foi vender roupas e joias de forma autônoma.

Chegou a montar, com o marido, uma loja de produtos para bebês. De roupinhas a mamadeiras... A “For Baby”. Mas Sara não esqueceu do sonho inicial.

Até que nasceu a filha Carol...


“Desistir, nunca!”

“Acompanhar de perto, tudo o que se passa nas escolas”

“Confiança e fé!”


Sidney: O pesquisador


“Perseverança e satisfação; o resultado financeiro é consequência”, já explica logo o empreendedor-nato, Sidney Rosinha

Sidney tem um histórico que assusta a algumas pessoas – mas não aos empreendedores.

Teve padarias – sim: duas padarias. Estudou para abrir uma agência de turismo. Mas.... passou em um concurso para o Banespa (antigo Banco do Estado de São Paulo). Uma carreira estável, rentável e promissora. A estabilidade que muitos sonham! Mas Sidney não sonhava com essa estabilidade...

Na primeira oportunidade, surgiu um PDV – Programa de Demissão Voluntária, e ele trocou a estabilidade pela liberdade de empreender (sempre instável).

Montou a loja de produtos infantis – aquela mesma “For Baby” – no centro de Itapetininga. Aprendizados? Muitos! “Ouvindo os clientes e fidelizando. Estudar o comportamento do mercado”, conta.

Sidney e a esposa Sara foram bem-sucedidos. Ampliaram a loja, aumentaram o mix de produtos, buscaram inovar com itens importados, treinar equipe de trabalho e, sempre, sempre: observar o que o mercado deseja.

Até que nasceu a filha Carol...


“Comprometimento: palavra-chave”

“Deixa uma marca. Fazer a diferença”


Casados, sim; empresas diferentes


Carolina Rosinha nasceu! A mãe não encontrou “a escola” que desejava para sua filha. Ressurgiu o sonho da empreendedora!

E assim começou a escola Anjinho Sapeca. Sozinha, sem sócios, Sara deu início às turmas de Ensino Infantil (pré-escola). Conforme as crianças passavam par ao ano seguinte, Sara abria novas turmas.

Mais experiente e já uma Pedagoga formada, o interesse no aprendizado e na evolução das crianças criou vínculos de confiança muito fortes com os pais. E assim foi indo até que as crianças chegavam ao Ensino Fundamental inicial.

Consciente das melhores práticas de mercado, surgiu a oportunidade de adota o método de ensino Dom Bosco, mas que exigia um número mínimo de alunos, ou seja, a compra de uma quantidade mínima de apostilas.

Minha fé e determinação foi tanta, que assinei o contrato antes mesmo de ter a quantidade de alunos!”, conta Sara, que correu um risco que só os empreendedores têm coragem de fazê-lo. “Antes mesmo do fim daquele ano letivo, eu já havia superado aquele número de alunos”, celebra hoje.

E o medo? Vai com medo mesmo! Seu entusiasmo, o compromisso com a qualidade dos professores, a atenção aos pais e foco em um ensino humanizado fez com que o Dom Bosco só aumentasse o ocupasse maior parcela do mercado de Itapetininga.

Como alternativa aos pais, da mesma forma surgiu a possibilidade de outro método de ensino: o Sistema COC de Ensino.

Hoje, Sara continua atenta aos pais das três diferentes escolas, mas que mantém uma linha semelhante: o foco na qualidade e na atenção aos pais.

Inovações? Muitas! Em cada unidade, os seus próprios diferenciais, que vão da escola bilíngue, ensino multiconectado, a Escola da Inteligência – um fantástico programa de educação socioemocional, além de um Ensino Médio já adaptado ao novo formato, com aulas que aproximam os estudantes da realidade contemporânea, com atividades pluri, inter e transdisciplinares, que abordam mercado de trabalho, inovação tecnológica e temas que fazem diferença na formação dos estudantes.


Zip Toys não nasceu: é uma evolução


Sidney, com a For Baby e sua incessante atenção ao comportamento do consumidor, detectou a oportunidade de importar aqueles grandes brinquedos de plástico, muito comum em clubes, escolas e condomínios.

O 'pesquisador' Sidney não poupa energia em viagens para participar de feiras e congressos internacionais, de olho nas inovações.

E foi com a visão de qualidade dos produtos importados que Sidney teve a percepção dos produtos de pelúcia que haviam no mercado. “Aquelas pelúcias que coçam o nariz e às vezes rasgam, soltando o 'recheio' dos bonecos”, comenta, inclusive sobre o risco à segurança dos pequenos.

Começou a importar. Ótimo, mas porque não fabricar? O 'inconformismo' de Sidney por não ter no mercado nacional produtos de qualidade fez com que levasse adiante uma inovadora fábrica. E assim a Zip Toys tornou-se a principal fornecedora de produtos de pelúcia do Brasil.

Uma linha que já alcança um catálogo de mais de 500 itens, disponíveis em todo o país nas melhores franquias e nas principais lojas virtuais.

São vários polos de fabricação, mas podemos afirmar com segurança que a Tip Toys é 'made in Itapetininga'.


Carolina cresceu: a segunda geração!


Nesses mais de 25 anos, a pequena Carol, como os amigos a chamam, cresceu, formou-se em Psicologia e acompanha os pais em todas as iniciativas, viagens a trabalho e na tomada de decisões.

Carrega uma preferência pelo ramo da Educação, estando à frente de uma das escolas, onde transmite a mesma atenção aos estudantes e pulso na qualidade do ensino.

Carol casou-se em 2020 com Lucas Coelho e, juntos, estão seguindo os passos de Sara e Sidney, delineando seus próprios sonhos. É a segunda geração, com seus desafios, projetos e, com determinação, suas próprias conquistas.











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