Hora de reinventar a educação


Mesmo que em um momento de caos, nossos educadores estão se esforçando para oferecer um ensino de qualidade a distância. Todavia, não são todas as escolas que podem usufruir disso.



Muitas não têm condições de oferecer um ensino online, ou até mesmo podem, mas não há condição dos alunos participarem.


O Brasil não era um país preparado para isso, nossas cidades não estavam prontas e até mesmo talvez, esperando que algo como o isolamento social durasse tanto tempo.


Há também os diversos casos de jovens que, mesmo tendo a condição de acompanhar as aulas online, há uma grande dificuldade de se concentrar. O estresse e o cansaço mental vêm aumentando cada vez mais sobre essas crianças e adolescentes, a pressão aumentou muito.


(...) você está na sua casa, é muito fácil se distrair e falta aquele contato físico, você sentir a pessoa ali de verdade (...)

É cansativo ficar horas sentado em frente à uma tela de computador, e mesmo que os alunos reconheçam os esforços dos professores para com eles, as brincadeiras que fazem para descontrair, ainda assim é complicado que haja um entendimento da matéria; afinal você está na sua casa, é muito fácil se distrair e falta aquele contato físico, você sentir a pessoa ali de verdade, querendo te ensinar.


Com o adiamento do Enem por conta da pandemia e dos protestos dos alunos - os quais foram extremamente justos dada a situação de que milhares de jovens não teriam condição de estudar ou realizar a prova - os terceirões já não sabem o que esperar disso, um ano perdido.


Ninguém tem certeza de nada, não há informação concreta em lugar algum e os professores continuam passando trabalhos e matérias que são difíceis de abstrair, enquanto muitas vezes as direções das escolas não conseguem nos ajudar, pois não sabem como. E outros jovens nem sequer podem acessar aulas online, por não haver um acesso à internet ou eletrônicos.


É desesperador. No entanto, apesar de toda essa situação, de tudo que estamos vivendo, ainda sim tentamos fazer isso funcionar.


Os adolescentes assistem às aulas, fazem as anotações que conseguem e se esforçam para manter o foco apenas na tela. Reconhecem o que os professores estão fazendo e apreciam isso.


Infelizmente, jovens sem acesso às aulas virtuais estão tentando procurar outros meios, queremos acreditar que o governo irá oferecer algum recurso, porém cada vez mais percebemos que estamos longe disso... mesmo assim, eles realmente se esforçam e se aplicam ao que querem.


A única coisa que podemos esperar é que tudo normalize e se encaixe como antes. Que todos os jovens possam ter acesso a uma educação de qualidade, seja online ou presencial, e que possamos usufruir dela com muita sabedoria e gratidão.


por Maria Luiza Weiss


















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