Itapetininga tem a madureza e jovialidade convivendo em seu espaço urbano.

Atualizado: Out 22



Quando me deparei com a bandeira de Itapetininga exposta no pavilhão de comando da 2ª Companhia de Comunicação (CiaCom), em Campinas (SP), fiquei intrigado, ou seja, porque motivo ela estava ali em tamanho destaque? Conclui a minha passagem naquela unidade, para onde tinha sido enviado para fazer o curso de cabo a partir do 2º Batalhão Logístico, sediado na mesma cidade.


Quer dizer, retornei ao Blog sem a resposta. Aliás, era um jovem recruta com poucas informações, cuja rotina estava na intensidade dos treinamentos, das instruções sobre rádios, fios e telefones. Quer dizer, não tinha sequer como cogitar em questionar quem quer que fosse sobre tal assunto.


Anos mais tarde, foi que, por contatos e pesquisas, obtive o histórico que explicava a presença da bandeira. O fato é que a atual 2ª Cia Com Leve teve origem, em maio de 1946, na 2ª Companhia de Transmissões. Ela teve como primeiro comandante o Capitão Sylvio Abrantes, a quem coube fazer a transferência dela da Vila Militar do Rio de Janeiro para Itapetininga, isso aconteceu em março de 1947.


A companhia permaneceu em Itapetininga até 2 de março de 1950, quando deslocou-se para a cidade de Jundiaí/SP. Permaneceu até 28 de janeiro de 1980, pois nessa data foi novamente removida, dessa vez para Campinas, onde permanece. Trocou três vezes de nome, de transmissões passou a comunicações, inicialmente blindada, atualmente é a 2ª Companhia de Comunicações Leve.


Itapetininga também contou com a presença do 5º Batalhão de Caçadores, aquartelada onde hoje está a Divisão Regional do Departamento de Estradas e Rodagem, DER. Essa infantaria, o 5 BC, foi declarada extinta em 1947.


Essas mesmas instalações acabaram também por serem conhecidas pela trajetória do Clube de Futebol Derac, que tantas alegrias deu a população do município. O futebol é esporte popular e de multidões, quer dizer, uma modalidade pulsante utilizando-se de um patrimônio tão tradicional.


Nesse caso, menciono com satisfação ter participado como jogador das categorias de base do mesmo Derac. Recordo também dos anos de estudos nos colégios Coronel Fernando Prestes e Peixoto Gomide, cujos prédios são obras de grande beleza arquitetônica. Lembro com igual importância as apresentações da Escola de Samba Aristocratas de Vila Santana, como dos bailes no extinto Clube 13 de Maio e as domingueiras no Clube Recreativo Itapetiningano.


Refletir, portanto, sobre os 250 anos da cidade, significa conjugar um histórico de tradições robusto com uma pujança que as novas gerações conferem ao lugar, com suas expectativas, protagonismos e inovações.


Itapetininga tem a madureza e a jovialidade, atributos que conferem uma aura muito interessante e admirável ao município, por contar no que se refere ao patrimônio arquitetônico com prédios seculares ao mesmo tempo em que se verificam novos empreendimentos e novas soluções urbanas à altura do que espera de boas políticas públicas.


Sionei Ricardo Leão é Jornalista e Coordenador de ensino à distância da Diretoria de Ensino do Ministério da Justiça e Segurança Pública





















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