Jornalistas lançam livro sobre o “Golpe de 30"

Atualizado: Mar 17

Jornalistas lançam livro sobre o “Golpe de 30" e afirmam: “O Brasil perdeu e perde até hoje, com políticos populistas”


Dois jornalistas de Itapetininga/SP estarão lançando em breve um livro que é uma reportagem que desmistifica e corrige algumas 'verdades' contadas a respeito dos episódios ocorridos no Brasil nos anos 1929/1930. Segundo os profissionais de imprensa, muito do que é ensinado nas escolas é baseado na “versão getulista” dos fatos e não no que realmente ocorreu nesse período.


Conceitos e frases aceitos como verdadeiros pela população e até por alguns historiadores, como as expressões 'República Velha' e 'República Nova', citadas com as conotações de que 'velha' é ruim, ultrapassada, e 'nova' é como algo melhor, são utilizadas normalmente como definidoras de um momento histórico brasileiro, mas que, segundo os jornalistas, transmitem conceitos falsos, porque não refletem a realidade. “Na verdade, o que aconteceu em 1930 foi um Golpe de Estado que fez o Brasil regredir institucionalmente e não uma 'revolução' que deu inicio à modernidade”, afirma o jornalista Helio Rubens. “Perante o mundo, o Brasil era a 'bola de vez' em 1929 e para cá viriam muitos investimentos estrangeiros se o presidente eleito, Julio Prestes de Albuquerque tivesse assumido a presidência da república, como queria a população, à época”, reforça.


Segundo o jornalista Fabio Miranda, “muito do que é contado a respeito de Washington Luiz e Julio Prestes está baseado na versão getulista dos fatos e não na realidade, a começar pelo equívoco de qualificá-los como sendo representantes de uma oligarquia agrária retrógrada, quando na verdade, ambos foram administradores notáveis que estavam preparando o Brasil para ser uma das maiores potências mundiais”, explica.

De acordo com a publicação, cujo título é 'O que o Brasil perdeu'', Getúlio Vargas implantou na política brasileira a técnica de governar conhecida como 'populismo', marcado pelo 'aparelhamento' do Estado para usufruto de apaniguados políticos (pelegos) e pela comunicação baseada na idolatria dos poderosos.


“Esse modo de governar – que ainda vigora - levou o Brasil ao caos econômico e a ser um dos países país com a maior carga tributária do mundo. A começar do próprio Getúlio Vargas, apresentado à opinião pública como 'pai dos pobres' e que na verdade foi um caudilho populista, ditador implacável e governista centralizador, a tentativa de criação de 'salvadores da pátria' ainda se mantém até os dias de hoje, infelizmente”, reforça Fabio Miranda.

O livro foi possível graças ao apoio da Lei Aldir Blanc.







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