Lágrimas que emocionam


Roque Rolim Guilherme. Foto: Gustavo de Moraes

Quando a encontrei, seu estado era lamentável. Foi por acaso, eu caminhava pela longa avenida quase sem destino, quando a vejo, encostada e soluçando, apoiada no tronco daquela enorme árvore.


Ao passar por perto, esta me dirige a palavra: “Moço, posso falar com você?” No momento pensei, o que seria? O que desejava? Simplesmente falou: “Briguei com minha família, por causa do meu namorado e saí de casa”.


Falar o quê? Dizer o quê? Consolar... Jamais a tinha visto. Apenas lhe disse, volte para casa e converse com seus pais e acerte sua vida. Ao me afastar, alguém se aproximou e a abraçou carinhosamente.


Mas, neste episódio acontecido passei a pensar em lágrimas. Quantas e quantas lágrimas já foram derramadas neste círculo da vida, por amor, por desespero, angústia, ódio de vingança e até lágrimas na morte. Lágrimas estas que não são só das mulheres, mas também, lágrimas dos homens, velhos ou não, que sempre terão o seu motivo especial para chorar.


Mas estas lágrimas que saem dos olhos, escorrem pelo rosto e muitas são confortadas por pessoas amigas, quando se deixam apoiar em seu rosto ou em seu peito para confortá-las.


Elas escorrem muitas vezes copiosas, porque a dor se aprofunda no pensamento, e em outras vezes é de alegria, satisfação pelos momentos felizes que a vida nos oferece.


Ninguém é obrigado a beijar lágrimas, naturalmente elas acontecem quando deparamos com algo que necessita ser consolado, seja este pobre, rico, negro ou branco, porque na verdade, este é o dom da qualidade e hombridade do ser humano.




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