Laura Janez: e as mulheres no poder


Laura Janêz tem um currículo de superação: a modelo tem uma trajetória em Itapetininga que a transformou em exemplo para muitas outras mulheres.


Foi palestrante e ativista das causas pelo feminismo, pelos direitos das mulheres e pelo reconhecimento da sua própria condição; não se trata de 'liberdade de escolha', pois, no caso dela, não há escolhas - há reconhecimento.

Até os 14 anos, Laura sentia-se uma criança desconfortável, foi quando começou sua própria aceitação. Aos 16, inspirou-se em Ariadna Arantes, a primeira trans no programa 'BBB', da Rede Globo, e a modelo Lea T - estilista e modelo brasileira que tornou-se famosa na Europa como uma das estrelas de uma campanha da grife francesa Givenchy.


Aos 18, iniciou tratamento hormonal e, aos 20, tratou de substituir toda documentação - Laura reconhece a importância da equipe técnica do Fórum de Itapetininga, que agilizou o andamento processual, incluindo psicólogos e psiquiatras, para adoção do nome com o qual se identifica: Laura.


Em São Paulo, capital, Erika Hilton, trans, foi a vereadora mais votada nestas recentes eleições, com mais de 50.000 votos. Em Belo Horizonte, Duda Salabert foi eleita vereadora com o maior número de votos na história daquela Câmara Municipal mais de 37.000 votos.


Os exemplos se sucedem: foram 26 candidatos e candidatas trans eleitos pelo Brasil.


"Isso é representação política! São vitórias muito importantes", afirma com entusiasmo. Seria um movimento nacional de aceitação? Laura Janêz acredita que sim. E ela exerce um papel político, ainda que não partidário, pois não recusa convites para ministrar palestras, visitar a escolas e participar de debates. É só chamá-la!


Laura não vive de 'militância'. Ao contrário, Laura apoia e incentiva os movimentos feministas, mas não pretende o papel de líder ou mártir. "Repudio veementemente o radicalismo", conta.


Sua naturalidade quebra qualquer estigma de uma mulher militante radical. Ao contrário: ela responde com grande espontaneidade e simpatia a qualquer questionamento.


Sobre os desafios sociais, Laura já passou por situações delicadas, mas poderia ser ainda mais difícil. "Sou branca, classe média, sempre estudei em escola particular, tenho acesso a bons profissionais de saúde. Reconheço meus privilégios... E não abro mão do feminismo identitário. Essa é a minha causa!"


Ainda não recebeu convites para desfilar/posar para moda em Itapetininga, talvez pelo conservadorismo, mas a Top Laura já percorreu as mais destacadas passarelas de São Paulo e está na cidade.... disponível para convites para posar para fotos de moda....


Aliás, a Top é bonita, culta, inteligente e charmosa!






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