Manga com leite?

Atualizado: Abr 24


Da terra produtiva, rica e descansada, brotavam pés de frutas por todo lado eram muitos, alguns levados pela passarada outros vinham após o primeiro caroço plantado.


As florestas eram cheias de animais, e as flores nela nascidas eram singulares o homem? Poucos; aqui tinham muito bichos mais, e ele respeitava-os cada qual em seus lugares.


Vieram os colonizadores e se admiraram com a fartura tudo sobejava nesta terra por Deus tão abençoada, viver aqui era realmente uma delícia, tão doce e pura natureza, céu, terra e mar em harmonia perfeita.


Mas o instinto humano, infelizmente, é depredar e com o passar dos tempos, clareiras abertas riquezas roubadas, plantas nos vasos e vicejar e todos achando que faziam coisas certas!


Mão de obra negra trouxeram para trabalhar muito café e leite, o Brasil começou a produzir eles passavam fome, eram maltratados, adeus descansar! e se revolta surgisse, o açoite iria zunir.


Nas fazendas de antigamente quantos pés de frutas existiam? e era neles que os escravos saciavam sua eterna fome, além do leite que roubavam, como eles resistiriam? e com isto, o lucro de cada patrão simplesmente some!


Das crendices populares, o medo era algo inerente escravo era povo sem instrução, mal era ser humano e tudo que se falava, eles acreditavam piamente assim, não foi tão difícil ludibriá-los, dizendo algum engano


Uma cabeça pensante, resolveu de uma vez a questão da falta de lucro na produção do leite de outrora: como manga era a fruta que nascia em profusão e era dádiva gratuita, por que não explorá-la, ora?


Assim, houve o incentivo a que os escravos desta fruta comessem cada um seria homem sem doenças, fértil, robusto e muito forte porém, uma maldição sobre eles com certeza cairia se bebessem o leite antes e depois de comer manga; na certa, viria a morte!


Com isto, a produtividade do leite só aumentou e tal crendice, pelo país todinho se alastrou e por gerações e gerações, isto se perpetuou e até hoje é assim: Comeu manga? O leite evitou!



Por Cecília Fogaça




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