O Bailado no Brasil - Parte 7

Atualizado: Abr 24


Foram premiados com o título de cidadania carioca pelos serviços prestados à Arte. Cecília Meireles, a imortal poetisa, escreveu sobre Pierre o seguinte: “O professor Pierre Michailowsky é uma dessas novas criaturas que, através de todas as vicissitudes do mundo, consegue mantes intacta a sua visão estética das coisas, e, dessa visão, faz a chama guiadora de sua vida.”

Pádua de Almeida dedicou-lhe um artigo no “O Globo Feminino” em 12 de novembro de 1943: “As crianças, na vida de Pierre e Vera Grabinska são como aves nas manhãs de primavera. Enchem os seus destinos, são elas que inspiram tanto os seus gestos. É por isso que no olhar de um e de outro há aquela sonoridade que não se vê, senão nos lugares altos e puros.

Os dois mestres estão habituados a olhar para as crianças e sorrir-lhes e estender-lhes os braços. Confundem a sua alma com a dos pequeninos. Há sempre um reflexo da infância nas suas fisionomias calmas.”

Do seu livro editado em 1956, “a Dança e a Escola de Ballet”, há os dizeres: “Para avaliar o nosso labor de pioneiros durante trinta anos, em prol da aceitação e do progresso do Ballet no Brasil, basta perguntar “quem não admira o ballet?”

O nosso trabalho, se estamos certos, contribui eficazmente para esta almejada evolução artística. Por isso estamos satisfeitos, encontrando o campo propício no Brasil – nossa nova Pátria – para nossa atividade artístico-pedagógica, que já deu os seus frutos maduros, na terra virgem da nova Canaã.”

Vera Grabinska, cujo nome verdadeiro é Enrica Cerquest de Falaise, nasceu em Paris em 29 de maio e 1899. Oriunda de família abastada, teve como avô o barão Eduardo Turse de Falaise. Veio com a família para a América do Sul devido a Primeira Guerra Mundial em 1914, permanecendo na Argentina.

Obteve um pouco de técnica de Isadora Duncan, depois iniciou o aprendizado da dança clássica com Téline Verbis, primeira bailarina do Theatre de La Monnaye, de Bruxelas.

Com a chegada dos Ballets Russes de Diaghilev, conheceu Enrico Cechetti e estudou todas as manhãs com Madame Cechetti e à tarde com o famoso mestre. Assistiu a todas as apresentações de Nijinsky durante a temporada de 1917.


Por Diva Straub Leite




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