Roque Rolim Guilherme: História: a vida como ela é


Aquele garotinho na sua simplicidade, morando na periferia da cidade, todos os dias ia até o pequeno córrego. Lá na barraca sentava e ficava apreciando o murmurar da água, o gorjeio dos pássaros junto com as frondosas arvores e aquele sol, com seus raios brilhantes.

Assim era a vida daquele garoto, que pela manhã ia para a escola, e à tarde, ajudava seu pai na labuta do sustento da casa. O vento e o vento não param e a vida também, com o tempo passando esse rapaz casou-se começando a trabalhar, mas num certo dia, aquele degrau e escada talvez podre ou defeituoso causou o acidente, saindo com mais umas escoriações e logo voltou a trabalhar.

A vida o obrigou a trabalhar em muitos ofícios e serviços, precisava ganhar a vida, e trabalhando em um telhado, este veio abaixo, costelas quebradas e um braço na tipoia, com o tempo melhorou e voltou a trabalhar. Em todos esses acidentes e outros menos graves, sempre que podia ia até o córrego, conversava com Deus e pedia a sua proteção.

Os anos avançam, agora ele velho, judiado pela dureza da vida, a doença chega; lá no fundo do seu barracão, olha triste as ferramentas e objetos que com que trabalhou; a doença é grave, parece que seus dias estão contados.

Meio cambaleando vai até o córrego, senta, e com cuidado vai olhando o riacho, os raios de sol e fica angustiado; o silêncio é nostálgico, sempre conversou com Deus, principalmente depois dos acidentes e depois que se recuperou, mas dessa vez era o último pedido a Deus; sei que minha vida está chegando ao fim, peço a você meu Deus que não me deixe sofrer, e fazer os outros sofrerem também, que minha morte seja rápida e silenciosa.




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