Tempos de ESPERANÇA, também!

Atualizado: Jul 21

por Roberto Amaral


Desta vez resisti ao máximo o assédio do Fábio para um artigo. Talvez um pouco pelo tema, Esperança, mas acho que mais por pruridos pessoais. Só que ele insistiu... e se não fosse meu amigo, diria que foi um chato...

Tenho assistido a tudo isto, pandemia, covid-19, coronavírus, ou o nome que queiram dar, com certa desconfiança. Que fique bem claro que não da doença em si; ela está aí para nos afrontar e é extremamente agressiva. Desconfio é da atitude das pessoas: médicos se contradizem, políticos se contradizem, governos se contradizem. Isto sem falar naqueles entendidos de tudo após lerem algo diferente, milagroso ou catastrófico nas mídias sociais (apocalíticos do Facebook e WhatsApp). O quarto poder, aquele que nos devia manter informados, não é mais confiável; simplesmente é tendencioso ou sensacionalista, sem qualquer credibilidade.

Resta-nos o livre arbítrio, o equilíbrio, o bom senso, a lucidez e a sensatez. De sobra, lembro que a pandemia não deu poder de polícia a ninguém para tomar conta da vida dos outros, a não ser dos seus (com muito bom senso e sensatez). Parodiando Caetano, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Cito por exemplo uma senhora, que na rua, cobrou-me da máscara e mandou-me ficar em casa. Só não a mandei à merda por um resto de educação que ainda tenho, afinal de contas ela não sabia que tinha acabado de sair do IML e cumprido com as minhas obrigações com um serviço essencial à população. Foi só um exemplo, mas se fiem nele.

Iria parar por aqui, mas me lembrei da esperança e também que temos que ter fé, cada um dentro de suas crenças. Recorri à bíblia e me atrevo a citá-la.

Embora tenha sido um pouco criticado quando me declarei livre pensador num programa de entrevista, é nela que me fio nos momentos precisos, dentro das minhas crenças. E acho propício, nesta ocasião, aquele que acho o mais bonito, comovente e introspectivo texto dela: o capítulo 13 da 1ª carta de São (apóstolo) Paulo.

“Agora, porém, permanecem a fé, a esperança e a caridade (amor), estes três; mas o maior deles é a caridade (amor)”.




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