RAFAEL TAVARES DE MORAIS

Mente sã, corpo são: o radialista atleta cego

Aos 26 anos, Rafael Tavares de Morais mantém uma rotina muito mais ativa que muitos outros jovens de sua idade. Cego desde os 12, Rafael não teve tempo para sofrer pela perda da visão. Se adaptou rápido e hoje tem jornada dupla: é atleta de goalball pelo Santos Futebol Clube, radialista na Rádio Super Difusora e em outras duas estações.

 

“Meu primeiro compromisso é na academia, para me manter bem fisicamente para as competições de goalball, que acontecem a partir de outubro. À tarde eu dedico meu tempo aqui na rádio, onde sou operador de som e estou começando no trabalho de radialista”, conta o jovem que nos recebeu em uma das salas da Super Difusora.

 

O jovem mora em Alambari na casa dos pais. Porém, vem todos os dias para Itapetininga desde a adolescência. Vem de ônibus, andando com o auxílio da velha companheira, a bengala. “Venho desde criança aqui. Tanto é que tenho a Campos Salles e outras ruas do Centro na minha cabeça. Já ter enxergado as ruas me ajuda muito no meu dia a dia. Todas essas imagens ainda estão gravadas”, afirma.

 

Rafael nasceu cego de um olho. A visão do segundo foi perdida pelo descolamento da retina. “A retina já era frágil. Eu já tinha pouca visão, era questão de tempo da total cegueira”, explica. 
Logo depois da cegueira total, o então adolescente começou a participar das atividades do Centro de Pesquisa e Reabilitação Visual (Ceprevi) de Itapetininga, na Escola Abílio Vitor. “Lá aprendi a ler braile, mexer no computador, a caminhar com bengala. Sou muito grato, porque essas atividades foram fundamentais para que eu tivesse independência”.
Além do rádio e goalball, Rafael também já fez curso de sommelier para uma campanha publicitária de uma marca de cervejas. Mas se engana quem pensa que a vida ativa se resume ao trabalho. O jovem namora a estudante Kerolin Ferreira, de 16 anos, e gosta de ir a shows e festas. “Nos conhecemos no projeto do Ceprevi, há muitos anos, quando ela ainda era criança e eu adolescente. Ela tem menos de 20% da visão. Mas só há pouco tempo que começamos a namorar”, comenta.

 

Rádio: uma paixão
“Desde que me tornei cego a rádio se tornou minha companheira. Era fã da Rádio Capital, de São Paulo. Aqui da região ouvia Filisbino, Zé Betio, a Tuti”, lembra Rafael. 
Foi em 2010 que pela primeira vez teve a chance de conhecer um estúdio de rádio. “Minha chefe de estágio lá na Prefeitura de Alambari conseguiu uma visita aqui na Rádio Super Difusora com a Tuti. Foi a realização de um sonho. A partir de então eu comecei a vir uma vez por semana, duas, até que comecei a vir todo dia (risos)”.

 

De tanto visitar a rádio, o jovem começou a trabalhar nela. Aprendeu a operar a mesa de som com o operador de som Jeferson Birocalli, memorizando a localização dos botões. “Gostei porque a Tuti me trata igual a todos. E vim para isso, não por pena. Tem que passar as mesmas responsabilidades, me cobrar em caso de erro como qualquer outro operador”, conta.
Mesmo sentimento compartilhado pela chefe, Tuti Abrão Morelli: “Para mim, ele gostava muito de rádio como muitos pessoas que chegam aqui. Mas me surpreendeu porque ele quis participar. Para ser sincera o recebi porque ele é muito dinâmico, eficiente... não tive dúvidas que ele estava pedindo algo que conseguiria. Ele foi atrás de softwares, de entender bem como fazer. Ele só é cego, porque não tem deficiência nenhuma. Ele sabe fazer, sabe operar, sabe trabalhar, tem muita vontade. O acolhi como todos que amam rádio e tem vontade. Quem ajuda ele é ele próprio, eu sou fã do Rafael”, destaca.
Além de contribuir para a Super Difusora, Rafael também atua no programa Super Hora da Rádio Apiaí pela internet, e das transmissões de goalball pela rádio online da Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB). “Pretendo trabalhar mais na rádio da ONCB depois que me aposentar da vida de atleta. Acho que essa temporada será minha última”, confessa o jovem que já chegou a jogar pela seleção brasileira da categoria.

 

História Top
A história do Rafael nos mostra que imperfeições e dificuldades não podem ser motivos para nos fazer desistir. Que precisamos nos superar se quisermos ter sucesso, e quando falamos sucesso não se trata de riqueza, mas sim da capacidade de fazer o que gosta e ser útil para as outras pessoas, assim como é o Rafael!
 

Educação

Nada mais é que um processo de socialização que visa uma melhor integração do indivíduo na sociedade ou no seu próprio grupo, porem é preciso praticar isso todo dia, pois é o tipo da receita mais mutante que há.

Comer bem: Sentir-se Bem

​Uma alimentação saudável proporciona qualidade de vida, pois faz nosso corpo funcionar adequadamente respondendo a todas as funções e é uma das melhores formas de prevenção para qualquer doença. Leia sobre esse asunto

Please reload

©2018 desenvolvido por Gustavo Matheus