Rio Itapetininga

Essa semana estive pensando em ir para o rio Itapetininga. Para isso, eu precisava de ônibus. Assim, tudo pronto já estava no meio da cidade quando encontrei a velha senhora conhecia que estava magoada e chorando.

Claro que perguntei o que tinha, de imediato me respondeu, O meu marido não toma jeito, não sei mais o que faço. Foi a resposta: largue dele!

Tudo quieto, achei que devia calar a boca por que não era assunto meu. Assim nos despedimos e lhe dei um pequeno trocado e segui meu destino ao rio Itapetininga. Lá chegando, sentei em uma de suas margens e fiquei pensando. Como esse rio foi fabuloso, bonito, arborizado, límpido e sorridente. Agora, segundo as informações, um rio sujo, um rio poluído e preocupante. Afinal, quando será que o ser humano vai compreender que nós vivemos da própria natureza? Não sei, só o tempo dirá.

A verdade é que fiquei bastante angustiado e quem conheceu esse rio há quase cinquenta anos, agora o encontra poluído e malcheiroso. Será que o homem irá tomar juízo, pois a água é importante na nossa vida! Nós não vivemos sem ela como ela também não vive sem nós por que somos os eternos responsáveis pela sua preservação. Mas o tempo é o bálsamo da vida; ele vai nos acompanhar e a própria vida nos ensinará a sermos cautelosos e cuidadosos com o que Deus nos deu - simplesmente essa preciosa água da vida.

Oxalá uma hora o ser humano venha compreender que as coisas da vida sempre serão importantes e jamais poderão ser destruídas. Que o ser humano ame as dádivas da vida para que um dia não venha chorar lágrimas de dor.

Roque Rolim

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